Casos Clínicos

Toyohari – Infertilidade

Fertiização in Vitro

Ana M – Gestora, 30 anos

1ª consulta: 27 Setembro 2011

Queixa principal: Infertilidade

Duração dos tratamentos: Sessões quinzenais durante um mês e meio e semanal durante 1 mês

Descrição detalhada

História Clínica:

Fez transferência de embriões em julho.

Já tentou uma vez e não obteve sucesso. Encontra-se a fazer o processo numa instituição pública.

Actualmente sofre de algum stress e ansiedade.

Menstruação: Tem spotting e na primeira semana é castanho. Tem dores menstruais no ovário direito e muitos coágulos. Foram detectados quistos funcionais mas não sabe se é no ovário direito.

Durante uma semana o período é abundante e provoca dores lombares (rins).

Tem cefaleias na testa e olheiras escuras.

Nos sintomas pré menstruais inclui-se a irritabilidade, dores de cabeça, cansaço excessivo e pele oleosa.

Sono: profundo (6h a 7h), custa a levantar e tem muitos sonhos. Deita-se entre 23h30 e 24h.

Memória e concentração boas.

Digestões: normais.

Fezes: obstipação e flatulência – melhora se inclui legumes na alimentação;

Urina: regular;

Examinação e Observação: Apresentava o abdómen mais frio na parte inferior. As lombares eram ligeiramente mais frias que as costas. Isto era um indicador não muito grave – alguma deficiência nos rins e parte reprodutora.

O pulso apresentava-se muito tenso.

Tratamentos: quinzenais, durante um mês e meio, e semanal durante 1 mês

Diagnóstico: A sua tipologia é metal-água. Padrão água (Rins).

Método:

Usei agulha de prata para tonificar e agulha de aço inoxidável para dispersar. Fiz okyu (moxa “bago de arroz”) nas zonas de frio, sobretudo lombares, sacro e abdómen inferior.

Na zona lombar, abdómen e tornozelos inseri-lhe agulhas intradérmicas e magnetos que levava para casa.

Alimentação:

As instruções foi no sentido de reduzir o fast food.

Introduzir mais

-       leguminosas: grão, feijão, lentilhas…

-       alimentos integrais

-       legumes.

Expliquei-lhe que já estava provado que estes alimentos davam mais força aos espermatozóides e limpavam o corpo e que o fast food e toda a comida com muco criava o muco interno que desacelera muito a mobilidade dos espermatozóides.

Medicação: levou medicação ayurvédica para ajudar na questão da fertilização e para acalmar.

Evolução: foi acalmando e comendo melhor. O pulso foi ficando menos tenso. A menstruação menos abundante e o spotting na 2ª menstruação depois do início dos tratamentos já não existia. As cefaleias também desapareceram. As fezes melhoraram.

Passado 1,5 mês levou a injecção (dia 7.11) e passada uma semana veio a menstruação, novamente com dores mas com menos spm.

A partir daqui as sessões foram semanais.

Andava muito irritada e sentia-se muito inchada na zona abdominal e peito. Sentia-se mais cansada

Final de Novembro tinha dores no rim esquerdo.

Fez o restante processo. Perguntou-me se poderia ir fortalecendo a energia em casa e disse-lhe para fazer moxa no Baihui (topo da cabeça) com bastão. A 23 de Dezembro foi confirmado que tinha engravidado. Estava muito contente. Mantem o bastão na cabeça nestes 3 primeiros meses de gestação.

 

Hipogonadismo Hipogonadotrófico

Ana (nome falso) – Designer

31 anos

1ª consulta: 20 Março 2008

Queixa principal: Hipogonadismo Hipogonadotrófico (diminuição das glândulas de reprodução)

Duração dos tratamentos: Sessões quinzenais durante um ano e 2 meses

Descrição detalhada

História Clínica:

Em 2005 ficou sem período menstrual. Tinha deixado a pílula, que tomava desde os 18 anos.

Teve problemas emocionais  e perdeu peso. Ficou com 49 kg e mede 1,64m.

Passados 6 meses foi ao médico que lhe receitou a pílula e com isso engordou. Não tomou medicação anti-depressiva.

Já tinha feito acupunctura devido a dores nos tornozelos e pulsos. Em medicina chinesa isto pode ser indicador de fraqueza dos órgãos reprodutores.

Menstruação: tinha períodos longos 6-7 dias, abundantes. Agora são 3 dias e é acastanhado (o que é sinal de falta de energia e estagnação). Anteriormente tinha coágulos (também sinal de estagnação). A menarca foi aos 10 anos.

Sono: reparador

Memória e concentração boas.

Exercício Físico: sempre fez muito exercício físico – fez dança, ginástica e agora desde Outubro faz yoga.

Digestões: diagnosticada úlcera nervosa há 3 anos.

Fezes: regulares;

Urina: regular;

Examinação e Observação: Apresentava o abdómen muito frio, bem como a zona lombar. Isto era indicador da falta de energia no aparelho reprodutor.

Muito calor nas dorsais, entre as omoplatas, reflectindo a componente emocional.

A parte interna dos tornozelos estava muito escura, sintoma de energia estagnada no aparelho reprodutor.

O pulso apresentava-se muito regular mas a sensação ao toque era como se fosse de borracha (muito provavelmente devido à medicação que fazia). O mesmo com o abdómen e zona lombar.

Tratamentos: quinzenais.

Diagnóstico: A sua tipologia é metal-água. Inicialmente era padrão Pulmão.

Passou a padrão Fígado (o abdómen apresentava-se mais frio abaixo do umbigo), passados 3 meses.

Método: Toyohari

Usei agulha de prata para tonificar e agulha de aço inoxidável para dispersar. Fiz okyu (moxa “bago de arroz”) nas zonas de maior calor e nas zonas de frio.

Na zona lombar, abdómen e tornozelos inseri-lhe agulhas intradérmicas e magnetos que levava para casa.

Fitoterapia: Tomou fitoterapia ayurvédica.

Em Junho (3 meses depois de termos iniciado os tratamentos) mudou de ginecologista e deixou de tomar a medicação. Deixou de ter a menstruação.

Nesta altura, o pulso começou a querer recuperar uma batida mais representativa do verdadeiro estado, deixando progressivamente de apresentar a sensação de “emborrachado e artificial” ao toque.

Em Dezembro a paciente começou a detectar “sensações equivalentes a antigamente quando vinha o período” (palavras da paciente), nomeadamente formigueiro no abdómen inferior. A 27 apareceu.

Em Janeiro a menstruação ausentou-se novamente. Voltou em Fevereiro e desde então não faltou mais. A cor dos tornozelos foi melhorando e em Maio já não apresentava cor escura.

O abdómen foi deixando de ficar com sensibilidade de borracha e foi ficando mais harmonizado em termos de temperatura.

Em Maio já apresentava um abdómen equilibrado, bem como a zona lombar. O calor nos pontos entre as omoplatas era bastante menor. O pulso estava regularizado em todas as posições.

Em Janeiro tinha voltado à ginecologista e fez análises. A ginecologista achou que teria havido erro no teste que detectou o hipogonadismo hipogonadotrófico.

Deixou de fazer tratamentos em Maio.

 

Toyohari – problemas ginecológicos

Secura Vaginal

Maria (nome falso) – professora, 47 anos

1ª consulta: 17 de Novembro de 2009

Total de 7 sessões de Novembro até Março

Queixa principal: Secura Vaginal

História Clínica e Sintomas:

Entrou abruptamente na Menopausa em Fevereiro e ficou com secura geral mas sobretudo genital. Por vezes sente ardor, sensação de estar inflamada.

Maria foi ao médico e este queria dar-lhe medicação. Ela rejeitou por ter receio das possibilidades de isso vir a originar cancro da mama. No entanto, faz tratamento local hormonal que reduz a secura mas não a elimina. Esta torna-se deveras incomodativa sobretudo quando usa calças (na altura da 1ª consulta nem conseguia usar) ou quando faz aulas de yoga.

A secura também se fazia sentir ao nível ocular e na zona do queixo. Cabelo muito seco, quebradiço, com queda e sem brilho.

Maria apresenta também alguns suores, polaquiúria (necessidade frequente de urinar).irritabilidade e dores nos ossos.

A menopausa surgiu em consequência de um mestrado que lhe provocou um estado de stress permanente e falta de sono.

Já tinha tido uma depressão e o primeiro sinal foi ter um sono agitado, facto que anteriormente nunca lhe acontecia.

Digestões: regulares, mas já teve gastrite e colite

Fezes: regular

Urina: polaquiíúria ( desde há 2, 3 anos que tem tendência para infecções urinárias)

Toma isoflavonas – Estrofitoplus (há 2 anos) e anteriormente tomava Menosof.

Tratamento local: Vagifemme

Tomou óleo de onagra durante 2 anos.

Examinação e palpação: corpo bastante magro. O abdómen apresentava-se bastante deprimido na zona do fígado, que em toyohari é o quadrante junto ao ilíaco esquerdo.

A parte interna dos joelhos apresentava-se bastante mais rugosa que nas coxas e perna. A parte interna da perna junto aos tornozelos também se apresentava muito seca.

O pulso era muito fino, em corda (como se os dedos estivessem a sentir uma corda de viola). O pulso do fígado encontrava-se bastante deficiente.

Diagnóstico: O órgão mais deficiente era o Fígado acompanhado dos Rins. Na Medicina Chinesa o Fígado é um “General” porque está “preparado” para ir para a “Guerra”. Ou seja, é o Fígado que tem que saber gerir o stress e eliminar as toxinas que isto gera; é também responsável por gerir as emoções e, em termos físicos, na mulher, está encarregue da zona genital, reprodutora e hormonal. Os Rins apoiam-no neste processo.

Explicação do Diagnóstico e dos sintomas: O Fígado para estar bem energeticamente, precisa de não estar sobrecarregado com as funções acima descritas e precisa de “ter tempo para executar as suas tarefas”. Ou seja, à noite quando a pessoa se deita ele vai purificar o sangue, eliminar as toxinas e repor o tónus muscular. Se a pessoa não dorme e tem stress acumulado o fígado entra em esforço e isto pode ter diversas repercussões, nomeadamente na humidificação de alguns tecidos e mucosas – zona genital, olhos, pele, cabelo, tendões e unhas. Na face, alem dos olhos, Maria queixava-se de secura no queixo, que é a zona reflexa na cara da área genital e reprodutora.

A zona dos joelhos que se apresentava rugosa é onde se encontra o ponto do Fígado para regular a zona genital (ponto 8 do Fígado – F8) e a zona dos tornozelos também confirma a secura desta área.

A nível emocional, se o paciente está a braços com muitas situações que lhe provocam stress, o seu Fígado começa a apresentar irritabilidade – também conhecida pela expressão de “maus fígados”.

A dor nos ossos era sinal de como esta secura já estava a atingir um elevado grau, perturbando os rins (que regulam o tecido ósseo).

Método: Usei agulha de prata para tonificar (F8 e R10) e agulha de aço inoxidável para dispersar. Fiz okyu (moxa “bago de arroz”) na zona sagrada, nos joelhos e tornozelos. Inseri-lhe agulhas intradérmicas e magnetos que levava para casa. Tomou fitoterapia ayurvédica e ortomoleculares.

Maria tinha tentado vários tratamentos alternativos que melhoravam um pouco mas nunca eliminaram o problema.

Com a acupunctura Toyohari Maria precisou apenas de 3 sessões para sentir a secura controlada, sendo que depois disso começou a ter problemas de fígado e gástricos. Dir-se-ía ter havido uma espécie de transferência do problema para a sua origem. Começou com náuseas (também devido a medicação que se revelou excessiva para o seu fígado, e que foi ómega 3, 6 e 9,  o fígado muito debilitado rapidamente se tornou intolerante a estes óleos). Esta situação levou algum tempo mais a recuperar (mais 4 sessões) e assim que Maria se sentiu melhor no seu todo e confiante voltou a um ritmo um pouco frenético de trabalho (que tinha reduzido aquando dos tratamentos).

A situação também se resolveu com alguma rapidez a partir do momento em que Maria conseguiu fazer os trabalhos de casa, que consistiam  em fazer moxa okyu na zona do F8.

Toyohari:

Neoplasia da Mama

LP – reformada, 65 anos

1ª consulta: 7 de Abril de 2009

Queixa principal: Alterações e calcificações na mama esq

História Clínica e Sintomas:

Em Janeiro fez mamografia e ecografia. Extraiu gânglio sentinela.

Aos 45 anos (1990) tinha feito histerectomia do útero devido a prolapso. Tinha tido um parto aos 42 anos.

As menstruações eram regulares, com poucas dores e alguns coágulos.

Ía começar com radioterapia no Hospital da Luz.

Diagnosticada depressão em 2006. Em 2005 o marido tinha falecido.

Sono: deita-se à 1h e levanta-se às 11h. Toma medicação.

Digestões: refluxo. Foram detectados e extraídos pólipos.

Fezes: irregulares

Urina: vai 2x à noite ao WC. Tem infecção urinária. O médico considerou a bexiga hiper-activa – tem dificuldade de retenção.

Tem osteoporose.

Prescrevi-lhe prescrito radiosupporte, póllen e gel de aloé

Depois de começar com a radioterapia começou a sentir-se cansada e ficou com fezes soltas.

Depois começou a tomar o Biobran e o sistema fortaleceu rapidamente.

Passou pela radioterapia relativamente bem e algumas sessões depois de ter terminado o pulso retomou um estado “praticamente normal”.

Continuou com infecções urinárias que foram controladas com a toma do inur e as urgências urinárias continuam embora esteja relativamente melhor.

A LP evoluiu a olhos vistos, tinha as costas com a pele áspera e escamosa e uma depressão nas lombares muto pronunciada e escura. Actualmente, já não tem a depressão e a pele está muito mais macia.

Tinha também uma depressão no R3 e Bx60 que também estava muito pronunciada e que tem vindo a melhorar.

Diagnóstico: Fígado e Rim em deficiência. O pulso encontrava-se com as posições correspondentes aos órgãos yang muito superficiais e em excesso.

Método: Usei agulha de prata para tonificar (F8 e R10) e agulha de aço inoxidável para dispersar. Fiz okyu (moxa “bago de arroz”) na zona lombar e sagrada, nos joelhos e tornozelos. Inseri-lhe agulhas intradérmicas e magnetos que levava para casa. Tomou fitoterapia ayurvédica e ortomoleculares.

Já não tem infecções urinárias e a bexiga está mais vezes controlada.

Shonishin e Toyohari

Poliartrite

Joel – 10 anos

1ª consulta: 3 de Dezembro de 2009

Queixa principal: Poliartrite

História Clínica e Sintomas:

Foi diagnosticada poliartrite pela médica em Maio.

O pai também tinha e melhorou quando fez acupunctura.

Começou com pé direito, joelho e mão. Surgiu com uma prova de hipismo. Esforçou-se e ficou pior.

A reumatologista receitou-lhe metotrexato. folicil e brufen.

Piorou com o Inverno

Sono: bom;

Digestões: boas;

Fezes: normais – por vezes diarreia quando come chocolate.

Urina: intensa de manhã.

Fez análises e deu :

Waaler Rose Negativo

RA Negativo

Anticorpos Antinucleares ANA Positivo 160

Genotipagem HLA-B27 positivo

Examinação e palpação: Os dedos dos pés e sobretudo os das mãos encontravam-se bastante inchados e quentes. Joel não conseguia cerrar as mãos completamente quando cá chegou, sobretudo o dedo do meio.

Diagnóstico: Fígado e Rins em deficiência e Baço em excesso.

Explicação do Diagnóstico e dos sintomas: O Fígado e os Rins são responsáveis pela lubrificação e flexibilidade da articulações. Quando existe fleuma acumulada é o Baço responsável

Método: Usei shonishin fazendo uma massagem nas costas e procurando os pontos sensíveis. Com teichin fiz tonificação dos pontos correspondentes aos órgãos afectados e moxa okyu nas zonas inflamadas.

Joel foi bastante bravo pois durante 6 meses veio semanalmente e nunca se queixou da moxa. A médica subiu-lhe a dose de medicação em Janeiro mas em Maio voltou a reduzir. O estado dos membros é visivelmente melhor, já consegue cerrar as mãos completamente.

Contactos:

Email  acupuncturajaponesa@gmail.com

Lourenço de Azevedo – 966 477 424

Ana Sofia Pacheco – 969 115 508

José Cardal – 915 489 088

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